Enquanto agentes da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) executavam a Operação Mederi — que investiga desvios na saúde em cinco municípios —, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, foi às redes sociais tentar acalmar a situação. Em vídeo publicado no Instagram, o gestor afirmou que “nada tinha a esconder” e que apenas um celular, um notebook e dois HDs haviam sido levados.
No entanto, documentos obtidos pelo Blog do Dina revelam uma realidade diferente. O auto de apreensão da Polícia Federal desmonta a versão pública do prefeito, revelando a omissão de diversos itens e a recusa direta em colaborar com as investigações no momento da busca.
O que foi omitido: o celular e a lista real
Diferente do que Allyson declarou aos seus seguidores, a lista de itens apreendidos em sua residência é muito mais extensa e inclui dispositivos que ele preferiu não mencionar.
Entre os oito itens coletados pela PF, destaca-se um telefone celular da marca POSITIVO, modelo simples, conhecido por ser um aparelho descartável e sem conexão com a internet, geralmente utilizado para comunicações que não deixam rastros digitais.
Lista completa dos bens apreendidos na casa do prefeito:
- iPhone cor grafite (com chip da TIM);
- iPhone Pro Max azul (encontrado escondido dentro de uma mochila pessoal);
- MacBook Air Apple (também localizado na mochila);
- Dois HDs Externos (marcas WD e Seagate);
- Pen drive preto;
- Telefone POSITIVO (modelo básico, encontrado no escritório);
- Cartão de memória MicroSD de 16GB.


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