terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Documentos da PF revelam que Allyson Bezerra mentiu sobre itens apreendidos e travou investigação


Enquanto agentes da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) executavam a Operação Mederi — que investiga desvios na saúde em cinco municípios —, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, foi às redes sociais tentar acalmar a situação. Em vídeo publicado no Instagram, o gestor afirmou que “nada tinha a esconder” e que apenas um celular, um notebook e dois HDs haviam sido levados.

No entanto, documentos obtidos pelo Blog do Dina revelam uma realidade diferente. O auto de apreensão da Polícia Federal desmonta a versão pública do prefeito, revelando a omissão de diversos itens e a recusa direta em colaborar com as investigações no momento da busca.

O que foi omitido: o celular e a lista real

Diferente do que Allyson declarou aos seus seguidores, a lista de itens apreendidos em sua residência é muito mais extensa e inclui dispositivos que ele preferiu não mencionar.

Entre os oito itens coletados pela PF, destaca-se um telefone celular da marca POSITIVO, modelo simples, conhecido por ser um aparelho descartável e sem conexão com a internet, geralmente utilizado para comunicações que não deixam rastros digitais.

Lista completa dos bens apreendidos na casa do prefeito:

  • iPhone cor grafite (com chip da TIM);
  • iPhone Pro Max azul (encontrado escondido dentro de uma mochila pessoal);
  • MacBook Air Apple (também localizado na mochila);
  • Dois HDs Externos (marcas WD e Seagate);
  • Pen drive preto;
  • Telefone POSITIVO (modelo básico, encontrado no escritório);
  • Cartão de memória MicroSD de 16GB.  

A maior contradição entre o discurso e a prática ocorreu no momento da cooperação. No vídeo, Allyson afirmou ter total interesse em colaborar. Contudo, o auto de apreensão assinado pelos agentes da PF registra que o prefeito se recusou a fornecer as senhas dos dois iPhones e do MacBook.

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