quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ELEIÇÕES 2026: "Styvenson e Álvaro não querem ser chamados de Bolsonaristas"


Dois nomes de peso da oposição no Rio Grande do Norte fizeram, nos últimos dias, um movimento político claro: tratar de se afastar do rótulo de “bolsonaristas”.

O primeiro foi o senador Styvenson Valentim. Durante discurso na sede do PL, ao anunciar apoio — ao lado de Rogério Marinho — à pré-candidatura do ex-prefeito Álvaro Dias ao Governo do Estado, foi direto ao ponto: “Não sou bolsonarista”. A declaração foi curta, objetiva e sem qualquer tentativa de suavizar ou equilibrar a posição.

Álvaro Dias seguiu linha semelhante, mas com nuances. Em entrevista à 95 FM, afirmou: “Não me considero bolsonarista”. Diferentemente de Styvenson, porém, o ex-prefeito fez questão de registrar reconhecimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Recordou a liberação de recursos federais durante sua gestão à frente da Prefeitura do Natal e destacou a “acolhida” e a “receptividade” que recebeu. “Bolsonaro tem o meu respeito e a minha gratidão”, declarou. À TV Ponta Negra, foi além: afirmou voto e apoio a Flávio Bolsonaro.

A diferença entre os dois é evidente. Styvenson tem sido enfático ao rejeitar o rótulo e evita qualquer aceno positivo ao ex-presidente, atualmente preso em Brasília após condenação por tentativa de golpe de Estado. Álvaro, embora rejeite a identidade bolsonarista, preserva a relação construída no passado, sinalizando respeito, reconhecimento e apoio no campo familiar do ex-presidente.

O pano de fundo é claramente eleitoral. No Rio Grande do Norte, as pesquisas têm apontado liderança do presidente Lula. Nesse cenário, carregar o selo de “bolsonarista” não soa como ativo político competitivo. Ao contrário, pode representar desgaste e resistência em parcelas significativas do eleitorado potiguar.

Mais do que declarações isoladas, os movimentos revelam uma estratégia: manter pontes com a direita, mas sem assumir um carimbo que, hoje, pode pesar mais do que ajudar nas urnas.

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