quarta-feira, 15 de julho de 2026

Apoio de Dr. Tiago a Cadu Xavier não o torna petista; uma coisa não tem nada a ver com a outra


Todo ano eleitoral é a mesma coisa. Dezenas de perfis são criados para disseminar inverdades sobre o que acontece nos bastidores da política.

Este ano não é diferente. Aproveitando-se do anonimato, alguns perfis tentam carimbar a ideia de que quem votar em Cadu Xavier automaticamente é petista ou passa a ser identificado como "do PT".

Não confundam centavos novos, com sentar nos ovos. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. Pensar dessa forma é um erro de raciocínio.

O possível apoio do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, ao pré-candidato Cadu Xavier vai muito além das disputas políticas. Eles são amigos, contemporâneos, estudaram juntos e se conhecem desde a adolescência. Na avaliação do prefeito, entre os pré-candidatos apresentados, Cadu é o melhor nome. E isso não tem absolutamente nenhuma relação com bandeiras partidárias.

Querer rotular o prefeito como petista apenas por essa possível decisão é, no mínimo, uma análise simplista.

Pelas informações que o blog possui — e são mais de 17 anos levando informação com responsabilidade e compromisso com a verdade —, a tendência é que o alcaide parelhense apoie o amigo Cadu Xavier. Isso, evidentemente, não faz dele, nem de qualquer outra pessoa que venha a fazer a mesma escolha, um petista.

Faço questão de destacar que não tenho carta branca para defender o prefeito ou a gestão, até porque o gestor sequer fala comigo, e certamente tem suas razões para isso.

O que se vê, infelizmente, é que a falta de inteligência — ou de compromisso com os fatos — tem levado alguns "blogueiros" de ocasião a trocar a informação séria pela rotulação fácil.

João Maia, Benes Leocádio ou Robinson Faria: apenas dois devem sobreviver na federação PP-União Brasil


A matemática eleitoral começa a preocupar a Federação PP-União Brasil no Rio Grande do Norte. O discurso de que o grupo teria força para eleger três deputados federais já não encontra a mesma convicção diante do cenário desenhado pelas pesquisas e das projeções para a disputa proporcional. As contas, neste momento, apontam para uma disputa muito mais apertada, com possibilidade real de a federação conquistar apenas duas cadeiras. E olhe lá.

Se essa projeção se confirmar, um dos três atuais deputados federais que disputam a reeleição ficará fora da Câmara: João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) ou Robinson Faria (PP). Todos possuem bases políticas consolidadas, experiência eleitoral e estruturas de campanha, mas o número de vagas poderá não ser suficiente para acomodar os três.

Quem terá mais fôlego até a reta final? Essa é a pergunta que domina os bastidores da política potiguar. Ainda é cedo para apontar qual dos três ficará pelo caminho, mas uma coisa parece evidente: a disputa interna promete ser uma das mais acirradas da eleição.

Robson Pires

Afinal, quem é do time de Lula?


Às vésperas das convenções partidárias, tudo indica que o PT faz um movimento de isolamento no próprio campo da esquerda. 

A carta divulgada pela corrente Articulação de Esquerda (AE) recoloca em discussão um tema que parecia pacificado no grupo da governadora Fátima Bezerra: o apoio à pré-candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) ao Senado como segundo voto da chapa governista.

A manifestação causa estranheza porque Rafael Motta vinha sendo tratado como um aliado consolidado. Recebeu, inclusive, um gesto público do presidente Lula, que o chamou para o palanque durante agenda em Luís Gomes, no início deste mês — um sinal inequívoco de prestígio político.

No Rio Grande do Norte, a Articulação de Esquerda é representada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença. A posição da corrente ganha ainda mais relevância porque Rafael aparece melhor colocado nas pesquisas do que a própria pré-candidata do PT ao Senado, Samanda Alves.

Historicamente, a AE é uma das correntes mais ideológicas do partido. Defende maior protagonismo dos movimentos sociais, o fortalecimento da identidade socialista do PT e sempre demonstrou resistência às alianças com partidos de centro ou de direita.

O problema é que o espaço para alianças já começa a encolher. O PSDB de Ezequiel Ferreira dá sinais de que não deverá integrar a chapa governista — pode caminhar com Álvaro Dias (PL) ou simplesmente liberar seus filiados. O PSOL, por sua vez, insiste em lançar candidatura própria ao Governo e ao Senado.

Até o momento, a governadora Fátima Bezerra não comentou a manifestação da corrente liderada por Natália Bonavides. Samanda Alves, grande interessada no debate, também permanece em silêncio.