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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

LULA: "Dizem que o Lula está morto, mas vou voltar a voar"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em discurso neste sábado (29), em evento promovido pela prefeitura de São Bernardo do Campo, que o PT é vítima de uma tentativa de “criminalização” e que ele próprio busca explicação para “o ódio” e a raiva “irracional” contra o partido.
O maior líder do petismo arrematou a fala de mais de uma hora dizendo que “a direita desse país resolve dizer que o Lula está morto, que o Lula já era”, mas que ele vai reagir.
“Você só consegue matar um pássaro se ele ficar parado no galho olhando para você. Então, é o seguinte: eu voltei a voar outra vez”, afirmou.

LAVA-JATO: "Baiano vai falar"...

Já anda há quase um mês as conversações entre o lobista Fernando Baiano e os procuradores do Ministério Público Federal, com relação a um acordo de delação premiada.
O lobista garante que tem novas informações para revelar. Essa é a condição imposta pelos investigadores para fechar o acordo, que garantiria ao lobista penas atenuadas pelos crimes que cometeu.
Fernando Baiano, o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, adiantou que tem como fornecer mais elementos sobre o papel de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, e sobre o eventual envolvimento de Renan Calheiros, Eduardo Cunha e do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves.
O acordo de delação está praticamente fechado e deve ser assinado na nesta semana.
A delação de Baiano deverá cair como uma bomba no Congresso Ncional.
Fonte fidedigna ligada a defesa de Baiano avalia que tanto Renan, quanto Cunha, não terão condições de resistir em seus respectivos cargos a frente das duas casas de lei do país, após as revelações que serão trazidas.
Caso tudo se concretize e o acordo se confirme, Fernando Baiano deve deixar a prisão até o final deste ano.

CORRUPÇÃO: "Deputado Rogério Marinho é um dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal"

Dando continuidade à série de reportagens sobre as acusações criminais contra os parlamentares da legislatura iniciada em 1º fevereiro, publicamos hoje a lista dos mais de 130 deputados que no dia 19 de agosto respondiam a inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF).
Isso significa que cerca de 26% dos deputados são suspeitos de participação em crimes. No Senado, o índice já se aproxima de 40%. Dois fatos podem explicar a diferença. O primeiro é que, provavelmente, o Supremo – foro exclusivo para julgamento de conduta criminosa de senadores e deputados federais – não recebeu ainda todos os processos que tramitavam nos estados contra parlamentares que estrearam no Congresso neste ano. O segundo é que o tempo acumulado por alguns deputados na atividade política não foi suficiente para a identificação de eventuais ilícitos por parte de um sistema flagrantemente ineficaz tanto para denunciar quanto para julgar políticos pegos com a mão na botija.
Basta dizer que, dos mais de 500 congressistas acusados de atos criminosos desde a promulgação da Constituição de 1988, somente 16 foram condenados e apenas oito chegaram a cumprir a pena. Em muitos casos, os processos simplesmente prescreveram sem que os ministros do STF tivessem julgado o comportamento dos réus.
Assim como havia sido feito com os senadores, todos os deputados listados foram procurados. As explicações daqueles que deram retorno aparecem, na relação abaixo, juntamente com a indicação dos números das ações ou inquéritos em tramitação no STF e a natureza dos crimes atribuídos aos acusados.
Rogério Marinho (PSDB-RN)  Investigado nos inquéritos 3386 e 4008 por falsidade ideológica, crimes eleitorais e contra a ordem tributária.

DESCOBRIRAM O BRASIL: "Relatora aponta irregularidades na campanha de Aécio"

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina a prestação de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao tucano informações sobre 15 supostas irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte.
Entre elas estão doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase que somam R$ 3,75 milhões. A assessoria de imprensa do PSDB afirma que todos os questionamentos foram respondidos e as doações, contabilizadas. Segundo os tucanos, as irregularidades apontadas pelo TSE são falhas contábeis.
De acordo com a assessoria técnica do tribunal, Aécio repassou para o PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não registrou a transferência na prestação de contas. A empresa é investigada na Operação Lava Jato e doou R$ 8 milhões à campanha do tucano e R$ 16,7 milhões ao comitê da presidente Dilma Rousseff.

Janot arquiva ação contra Dilma e faz crítica à Justiça Eleitoral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concluiu que não há indícios de irregularidade na contratação da gráfica VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda. pela campanha da presidenta Dilma Rousseff no ano passado. Em resposta ao pedido feito pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, para investigar as contas de campanha de Dilma, Janot destacou o que chamou de “inconveniência” da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral de se tornarem “protagonistas exagerados” da democracia.
Na análise do pedido, o procurador-geral citou ainda a possibilidade de uma “judicialização extremada” do processo político eleitoral e destacou que a democracia deve ter como atores principais candidatos e eleitores. As declarações de Janot constam em despacho, datado de 13 de agosto, a favor do arquivamento do pedido feito por Gilmar Mendes. Segundo o texto, os fatos apontados pelo vice-presidente do TSE não apresentam “consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais”