.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

UTILIDADE PÚBLICA: "Termina hoje prazo para pagar a taxa do Enem e confirmar a inscrição "

Hoje (25) é o último dia para que candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) paguem a taxa de R$ 68 para garantir a participação nas provas.  O prazo para que isso seja feito é até as 21h30, no horário de Brasília. Ao todo, mais de 9,2 milhões se inscreveram para as provas e desses, cerca de 2,7 milhões devem pagar a taxa. Os demais são isentos.
Estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas e candidatos de baixa renda que sinalizaram essa condição durante a inscrição estão isentos. O pagamento, que até o ano passado só podia ser feito em agências do Banco do Brasil, agora inclui qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios.

MERCADANTE: "Medidas de Temer são maior retrocesso na história recente do Brasil"

Em vídeo divulgado nesta terça-feira na página oficial do Facebook da presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante criticou as linhas gerais das medidas econômicas anunciadas pelo presidente em exercício Michel Temer.
Segundo o petista, trata-se do maior retrocesso da histórica recente do Brasil e, se o pacote anunciado pelo governo provisório fosse adotado nos últimos 10 anos, as pastas da Saúde e Educação teriam perdido R$ 500 bilhões.
Mercadante afirmou que, de acordo com a Constituição, 25% da receita dos Estados e 18% do governo federal são destinados à Educação. O pacote de medidas proposto por Temer visa vincular os gastos desta área e da Saúde à evolução do teto de gastos totais, que por sua vez acompanharia a variação da inflação. “O governo da presidenta Dilma, nesses últimos cinco anos, investiu R$ 54 bilhões acima desse mínimo que a Constituição exige”, declarou o ex-ministro.
Para ele, Temer está propondo que a população “pague a conta dos juros” em um momento de crise. “É um retrocesso inaceitável”, completou. Com informações da Isto É.




NA CORDA BAMBA: "Após queda de Jucá, Temer consultou situação de Henrique Alves, relata ministro"

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira (24), em entrevista ao programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV, que o presidente em exercício Michel Temer consultou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, sobre se ele desejaria deixar o cargo antes de um eventual “bombardeio” pelo fato de o peemedebista ser investigado na Operação Lava Jato.
Segundo Padilha, a conversa veio após a decisão do então ministro do Planejamento, Romero Jucá, de pedir exoneração do cargo. A saída de Jucá do governo ocorreu um dia depois de o jornal “Folha de S.Paulo” divulgar conversa em que ele sugere um “pacto” para barrar a Lava Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Segundo Padilha, Temer conversou com Henrique Alves, que classificou a investigação sobre ele na Lava Jato de “irrelevante”.
“Ontem mesmo o Michel [Temer] fez a ele [Henrique Alves] essa pergunta: será que não seria o caso de tu avaliares se não vai vir logo atrás um bombardeio em relação a ti e tu teres que deixar? Ele acha que não, que não vai ter nada, que o assunto dele é irrelevante”, disse o ministro da Casa Civil.
Padilha classificou, durante a entrevista, a saída de Jucá do primeiro escalão do governo Temer de “acidente de percurso”. Ele relatou ainda que a equipe mais próxima do presidente em exercício discutiu a situação do governo após o episódio até a madrugada desta terça no Palácio do Jaburu.
“Tivemos ontem um acidente de percurso, mas isso, dentro do processo político brasileiro e dado às circunstâncias, está não naquilo que era o desejado, mas já tem alguma normalidade”, afirmou Padilha.
Para o ministro, episódios como o ocorrido com Romero Jucá não irão comprometer as medidas de ajuste fiscal propostas por Temer, pois, segundo ele, a crise política está superada.
“Dois terços dos votos na Câmara e no Senado são mais do que suficientes para demonstrar que há base para aprovar as necessárias medidas. Agora nós temos uma crise ético-moral como consequência de uma operação [Lava Jato] muito bem conduzida, mas o Brasil não para”, disse.
Medidas econômicas
Sobre a crise econômica e a as medidas necessárias para retomar o crescimento e geração de vagas de emprego, o ministro da Casa Civil revelou que governo pretende tomar medidas a curto prazo.
“O Brasil vive nesse momento um déficit de R$ 170 bilhões para este ano. A ideia é que se traga um pouco de dinheiro do BNDES investido no exterior de volta para que se possa dar estímulo a alguns setores, que o investimento seja apenas indutor. Quer dizer, o governo põe um pouquinho e a sociedade acaba colocando o resto”, explicou Eliseu Padilha.
“Se nós perguntarmos a cem empresários seja micro, pequeno, médio, se a equipe econômica é boa, [vão responder] a equipe econômica é excepcional. Temos os players para aquilo que é o grande desafio, o reaquecimento da economia. A questão política, em tese, a crise política está resolvida”, destacou o ministro.



Blog do BG

TUDO EM CASA: "Gilmar Mendes presidirá colegiado responsável por julgamentos da Lava Jato"

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleito informalmente hoje (24) para presidir a Segunda Turma da Corte, colegiado responsável pelo julgamento dos processos oriundos da Operação Lava Jato. A partir da próxima terça-feira (31), Mendes assumirá a cadeira, atualmente ocupada pelo ministro Dias Toffoli.
Cabe ao presidente da Turma definir o andamento dos trabalhos e a pauta de julgamentos. Mendes comandará a turma em função da renúncia do decano, Celso de Mello, que seria o próximo a assumir a presidência, cujo mandato é de um ano. Também fazem parte da Segunda Turma a ministra Carmen Lúcia e o relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki.

APOIO: "No Congresso, Jucá diz que Temer pediu para ele ficar"

Exonerado do Ministério do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi à tribuna da Câmara nesta terça-feira, durante abertura da sessão do Congresso Nacional que irá votar a proposta que altera a meta fiscal do governo.
Mais uma vez, Jucá afirmou que não tomou nenhuma atitude para atrapalhar a Lava-Jato e que o presidente interino Michel Temer pediu que ele ficasse, mas que ele entendeu que é melhor se afastar até que o procurador-geral da República responda o questionamento dele.
O senador reagiu à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) , que falou de sua saída, acusando-a de fazer um discurso “irresponsável”.  Afirmou: “Esse assunto que a senadora Vanessa tratou aqui de forma tão irresponsável, tratarei amanhã no discurso no plenário do Senado. Estarei à disposição dos fundamentalistas, petistas, arrivistas, qualquer um que queria levantar o questionamento. A Folha deu interpretação errônea às minhas palavras. O presidente Michel pediu para eu continuar, mas entendi que o melhor seria me afastar até para evitar esse tipo de manifestação atrasada e babaca — disse Romero Jucá.

Em diálogo gravado, Renan propõe alterar lei da delação premiada

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, afirmou em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que apoia uma alteração na lei que trata da delação premiada. Renan gostaria que houvesse uma maneira de impedir que um preso se torne delator. Os acordos de delação se tornaram comuns na Operação Lava Jato.
A Folha de S. Paulo destaca que Renan também sugeriu que, após enfrentar esse assunto, poderia “negociar” com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) “a transição” de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada.
A Operação Lava Jato investiga Machado e Renan. Com medo de ser preso, Machado gravou pelo menos duas conversas entre ambos. A reportagem teve acesso aos áudios. Machado está negociando um acordo de delação premiada.