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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

POR QUE ODIAR O PT. Por Gregório Duvivier

A primeira vez que me deparei com uma urna eletrônica foi para votar no Lula. E Lula se elegeu, depois de três tentativas malfadadas. Lágrimas grossas escorriam pelo meu rosto: com a prepotência característica dos 16 anos, tive a certeza de que era o meu voto que tinha feito toda a diferença.
A rua estava cheia de pessoas da minha idade que tinham essa mesma certeza. O Brasil tinha acabado de ganhar uma Copa do Mundo, mas a euforia agora era ainda maior: foi a gente que fez o gol da virada. Parecia que o Brasil tinha jeito, e o jeito era a gente –essa gente que nasceu de 1982 a 1986 e votava agora pela primeira vez.
Acabaram-se os problemas do Brasil –a gente chegou. Lembro das ruas cheias, das bandeiras do PT, lembro de abraçar desconhecidos na Cinelândia –Lula lá, brilha uma estrela.
Logo vi que não era o meu voto que tinha feito o Lula se eleger, nem o dos meus amigos, nem o da minha geração. Quem elegeu o Lula –isso logo ficou claro– foi o José Alencar, os Sarney, o Garotinho, foi aquela Carta aos Brasileiros e a promessa de que o Lulinha era Paz, Amor e Continuidade. Sobretudo continuidade.
Lula só alugou esse apartamento por quatro anos porque assinou um contrato de locação onde prometia entregar o imóvel i-gual-zi-nho. E Lula, por quatro anos, foi um inquilino dos sonhos –tanto é que renovou o contrato e ainda foi fiador da locatária seguinte. Fizeram algumas mudanças –as empregadas passaram a ganhar mais–, mas não fizeram o mais importante: uma desratização. Muito pelo contrário: os ratos de sempre fizeram a festa.
O PT cavou esse abismo com seus pés. Mas assim como não fomos nós que elegemos Lula, engana-se quem vai às ruas e acha que está tirando Dilma do poder. Quem está movendo essa ação de despejo são os ratos que o PT não teve coragem de expulsar.

BOA NOTÍCIA: "Dilma vai reduzir 20% na conta de luz"

AB – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11) que a melhora na situação hidrológica nos reservatórios brasileiros deverá resultar em uma redução entre 15% e 20% no valor adicional pago pela energia elétrica. O valor adicional é indicado pelas bandeiras verde, amarela e vermelha, mecanismo adotado nas contas de luz para informar ao consumidor se ele está pagando mais caro pela energia.
Apesar da melhora do nível dos reservatórios, ainda não está prevista mudança da bandeira vermelha para a amarela, informou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante o lançamento do Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE).
A redução dos valores será possível graças ao desligamento de 21 usinas termelétricas que produziam cerca de 2 mil megawatts (MW) médios de energia a um custo alto.
De acordo com a presidenta, tal cenário vai permitir a redução de até 20% do custo dentro da bandeira vermelha. “Mas isso é uma estimativa”, destacou Dilma. O ministro Eduardo Braga informou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai abrir audiências públicas para definir de quanto será essa redução da bandeira vermelha.

FÁTIMA BEZERRA: "“Governo quer avançar e melhorar o país”

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) ressaltou, em Plenário, nesta segunda-feira (10),  as ações que a Presidenta Dilma Rousseff vem tomando, nos últimos dias,  para manter o diálogo com a sociedade civil, fortalecer a democracia e aprimorar a relação com o Parlamento.
Ela citou as inúmeras reuniões com os líderes partidários, com a base aliada no Congresso Nacional, com governadores dos Estados, na semana passada, e a reunião, marcadas para esta segunda-feira com os senadores.
“É mais uma sinalização de que este governo quer avançar, quer melhorar o país, e para isso busca e conta com o apoio de sua base e da sociedade”, destacou Fátima. “Essas atitudes de diálogo por parte do Governo são, a meu ver, uma resposta em altíssimo nível aos ataques sem fundamento que setores golpistas vêm empreendendo, como a defesa do impeachment e da renúncia. Este é o caminho que precisamos seguir, o caminho do diálogo e com debates programáticos sobre o Brasil que queremos”, completou.

NATAL: "Morre Miguel Mossoró, o "fenômeno das urnas"

Morreu na tarde desta terça-feira (11) o militar e ex-candidato a prefeito de Natal, Miguel Joaquim da Silva, conhecido como Miguel Mossoró. O ex-político tinha 76 anos e estava internado no Hospital do Exército, em Natal. Natural de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, Miguel ganhou notoriedade pelas propostas inusitadas como a construção de uma ponte ligando a capital potiguar ao arquipélago de Fernando de Noronha.
Na campanha para prefeito, em 2004, Miguel Mossoró conseguiu 67.065 votos pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão). A votação foi considerada expressiva na época. A eleição daquele ano terminou no segundo turno entre Carlos Eduardo e Luiz Almir. A candidatura foi repetida em 2008, mas o resultado ficou longe do anterior. Em 2014, nova tentativa sem sucesso nas urnas, desta vez para deputado federal.
Nas propagandas políticas, as propostas inusitadas de Mossoró não pararam na ponte entre Natal e Fernando de Noronha. Uma das mais famosas expressões era a ‘mãozada’ que prometia dar nos ‘gringos’ que assediassem as mulheres potiguares. Na época, a questão da exploração sexual por parte de estrangeiros causava polêmica na capital potiguar.