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domingo, 5 de fevereiro de 2017

LULA: "Marisa morreu triste, por conta da canalhice e da maldade do que fizeram com ela"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu neste sábado 4 defender a sua imagem e a da ex-primeira-dama Marisa Letícia, em meio a acusações de corrupção levantadas pelas investigações da Operação Lava Jato. 

Na quadra do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde foi realizado o velório de Marisa, Lula se emocionou ao lembrar da história de sua mulher, com quem esteve por 43 anos, e afirmou que não tem medo de ser preso.

“Marisa morreu triste, por conta da canalhice e da maldade do que fizeram com ela”, disse Lula. Sem citar a força-tarefa da Lava Jato ou o juiz Sergio Moro, responsável pela maior parte dos casos em que ele e Marisa são investigados, Lula disse que vai lutar para que “os facínoras tenham um dia a humildade de pedir desculpas”.

Em dezembro, Marisa Letícia se tornou ré, ao lado de Lula, em uma investigação da Lava Jato. Como tem feito desde o início das acusações, Lula reafirmou sua inocência. “Se alguém neste país tem medo de ser preso, este que está enterrando sua mulher hoje não tem”, afirmou o ex-presidente. 

“Tenho a consciência tranquila e não sou eu que tenho que provar que sou inocente. Eles que precisam provar que as mentiras que estão contando são verdadeiras”
Em sua última declaração, em meio às lágrimas, Lula falou diretamente com Marisa Letícia. 

“Companheira, descanse em paz. O seu Lulinha paz e amor vai continuar lutando muito para defender sua honra e sua imagem”, afirmou. Na sequência, o local do velório foi tomado pela comoção e por gritos de “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e “Marisa, Marisa”.



SOLIDARIEDADE: "Criança que foi acusada de bruxaria na Nigéria é adotada. Veja a diferença!"

Um ano após ser resgatado das ruas desnutrido e abandonado, acusado de bruxaria, o menino Hope começou esta semana a frequentar uma escola na Nigéria. A dinamarquesa Anja Ringgren Lovén, que o retirou das ruas, recriou a foto do dia em que o encontrou pela primeira vez, em 30 de janeiro de 2016, e deu a ele água.




ISTOÉ: “Henrique Alves anda preocupado com as investigações”

O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) anda preocupado com as investigações contra si e com um possível pedido de prisão preventiva.
Réu em uma ação penal sob acusação de receber propina da Carioca Engenharia em uma conta aberta no exterior, Henrique Alves avisou ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, que faria uma viagem ao exterior em janeiro.
Após retornar, entregou espontaneamente seu passaporte ao juiz, no último dia 26.
“Para que não reste qualquer dúvida, informa também que sua viagem à Europa possui caráter familiar, não se relacionando com qualquer atividade bancária no exterior, uma vez que não possui recursos fora do Brasil”, escreveu seu advogado, Marcelo Leal, na petição ao juiz Vallisney.
Não é meu
Em sua defesa prévia, Henrique Alves admite ter aberto a conta no exterior por meio de um escritório uruguaio, mas diz que não tinha poderes para movimentá-la.

Mais de R$ 2 milhões foram depositados e o peemedebista diz que não soube de nada.
Segundo a defesa, a conta “foi utilizada de maneira inescrupulosa, sem o seu conhecimento”.




GOVERNO TEMER: "Empresa canadense irá explorar ouro no Xingu"

Pelos próximos 12 anos, a mineradora Canadense Belo Sun, vai poder explorar ouro na região do Xingu, no município de Senador José Porfírio, no Pará. A Licença de Instalação foi concedida pela secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, apesar da recomendação do Ministério Público Federal para o governo negar a licença.
A região é a mesma onde está sendo finalizada a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. E para o MPF, a Belo Sun não deveria receber a Licença de Instalação sem antes construir um Plano de Vida para os moradores da região onde a vazão do Rio Xingu será reduzida.

A Secretaria de Meio Ambiente afirma que decidiu pela Licença após três anos de estudos e audiências públicas. A pasta alega que o município sofre com a pobreza e diversas pessoas vivem em condições abaixo da linha de indigência, além da grande vulnerabilidade social e informalidade no mercado de trabalho.

Cenário que, segundo a secretaria, pode mudar com a previsão de mais de 2 mil empregos diretos na fase de implantação da mineradora e cerca de 500 postos na fase de operação. Fora a arrecadação: Serão mais de 60 milhões de reais somente em royalties de mineração em 12 anos, ou seja, 5 milhões ao ano. Desse total, 65% serão destinados ao município.

A pasta explicou, ainda, que levou em consideração as comunidades indígenas da região e as áreas de assentamento de responsabilidade do Incra e afirma que a existência desses grupos não impede a instalação da mineradora.

Para operar na Volta Grande do Xingu, a empresa terá que cumprir condicionantes ambientais e sociais. As atividades desenvolvidas na área de exploração de minério serão monitoradas pelo Centro Integrado de Monitoramento Ambiental do Pará. Além disso, depois dos 12 anos de exploração, a mina será monitorada pela própria Belo Sun, pelos oito anos seguintes.