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quinta-feira, 7 de junho de 2018

VAI COMEÇAR A MAIOR FESTA JUNINA DO INTERIOR DO ESTADO



Vereadora de Natal chama Álvaro dias de coronel e vulgar

A vereadora de Natal, Ana Paula (PSDC), confirmou na noite desta quarta-feira, 6, que não faz mais parte da base aliada do prefeito Álvaro Dias. O rompimento da parlamentar foi oficializado por meio de nota divulgada pela assessoria de comunicação dela, onde afirmou que a decisão se baseou no “movimento coronelista, vulgar, subserviente, claramente articulado no âmbito da Prefeitura do Natal, apelidado de ‘realinhamento da bancada’, quando a maioria dos vereadores foi submetida a um confessionário ideológico constrangedor e humilhante, pelo Sr. Prefeito”.
Ana Paula confirmou, também, que houve pressão para que sejam apoiados pelos vereadores, nomes definidos pelo prefeito Álvaro Dias. “Nesse confessionário foi exigida obediência absoluta às orientações emanadas do Chefe do Executivo e aceitação dos pré-candidatos referendados pela gestão municipal (incluindo aí um filho do Prefeito) para as eleições de outubro próximo, sendo taxados de traidores os que não concordassem”, acrescentou.
Essa informação, inclusive, já havia sido revelada pelo vereador Dinarte Torres, do PMB, que anunciou o seu rompimento com a gestão municipal ainda em maio. Dinarte é pré-candidato a deputado estadual e teria sido forçado a desistir da disputa para apoiar o filho de Álvaro Dias, que também deverá concorrer a Assembleia Legislativa.
“Decisão que tomo para permanecer ao lado dos meus eleitores e da população de Natal negando-me a ceder aos caprichos e aos interesses coronelistas do Sr. Prefeito para ficar ao lado daqueles que me confiaram o seu voto e que esperam de mim o cumprimento dos compromissos assumidos na campanha de defender os interesses maiores da Cidade do Natal e fiscalizar o Executivo no desempenho de suas funções”, afirmou Ana Paula.
AgoraRN


NATAL: "Pressão para apoiar Adjuto Dias faz base do prefeito encolher"

Antes de completar dois meses de gestão na chefia do Executivo de Natal, o prefeito Álvaro Dias (MDB) conseguiu reduzir consideravelmente a sua base aliada na Câmara Municipal de Natal e, agora, ela está menor que o número de parlamentares que se colocam como oposição ou independentes (14 contra 13 – sendo que dois vereadores ainda não confirmaram de que lado ficarão). O motivo para essa ruína na sustentação do prefeito teria sido, segundo alguns vereadores, a pressão feita por Álvaro Dias para que eles apoiem a candidatura do filho dele à Assembleia Legislativa, Adjunto Dias.
Quem externou essa situação de pressão foi o vereador Dinarte Torres, que é pré-candidato do PMB à Assembleia Legislativa. O rompimento dele foi oficializado no final de maio e, nesta quarta-feira, 6, novos anúncios de saída da base aliada foram feitos. “Todos pelo mesmo motivo”, comentou ele.
Esses novos anúncios foram de Júlia Arruda, do PDT, que inclusive falou publicamente disso em pronunciamento na Câmara Municipal de Natal, além de Ana Paula (DC). A expectativa é que os vereadores Luiz Almir (Avante) e Chagas Catarino (PDT) – os dois que faltam – sejam os próximos a romper com o prefeito.
“Após ser surpreendida por um movimento claramente articulado e rasteiro, uma verdadeira ‘chave de roda’ apelidada pela gestão de ‘realinhamento da bancada’, que levou vereadores das mais diversas matizes políticas para um constrangedor confessionário com o Sr. Prefeito, anuncio meu rompimento com a administração Álvaro Dias”, afirmou Julia Arruda em pronunciamento e, logo depois, por meio de nota distribuída à imprensa.
Além da pressão para apoiar Adjunto Dias, outro motivo que se comenta nos bastidores da Câmara seria a insatisfação de Álvaro Dias diante da votação favorável, de alguns parlamentares, ao decreto legislativo que poderia derrubar o decreto do prefeito que reajustou a passagem de ônibus em 30 centavos (foi de R$ 3,35 para R$ 3,65). A própria Júlia Arruda, inclusive, criticou esse aumento, dizendo que ele foi proferido sem transparência por parte do Executivo.
Com essas baixas, a base aliada pode ter sido reduzida a apenas 14 nomes, ou seja, menos da metade dos 29 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Natal. Por isso, inclusive, o Agora RN buscou a vereador Nina Souza (PDT), líder do prefeito Álvaro Dias na Câmara, contudo, dizendo reconhecer apenas o rompimento de Júlia e Ana Paula, ela preferiu não comentar. “Decisões pessoas”, disse ela.

AgoraRN


Ministro garante a Fátima Bezerra que águas do São Francisco chegam ao RN em setembro

As águas da transposição do Rio São Francisco devem chegar ao Rio Grande do Norte em setembro ou outubro deste ano. A previsão é do ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, e foi dada durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal, na presença dos senadores potiguares Fátima Bezerra (PT), José Agripino (DEM) e Garibaldi Alves Filho (MDB).
“Ainda este ano, até o final do ano, lá para setembro ou outubro, a gente chegue com a água no RN para começar a ter a tranquilidade hídrica”, afirmou o ministro.
Pádua Andrade, entretanto, demonstrou preocupação com duas questões importantes sobre recursos hídricos do Rio Grande do Norte: o ramal do Apodi, que precisaria de recursos garantidos por meio de emenda coletiva da bancada federal para ser garantido, e a liberação de verba para a Barragem de Oiticica.
“Na próxima semana, nós vamos ter uma reunião muito importante com o Ministério do Planejamento para discutir a liberação de mais recursos para a obra. Só temos verba para mais quatro meses de obra”, afirmou Pádua Andrade, sobre Oiticica.
A conclusão da obra, como já vem sendo divulgado, precisa de um aporte extra de R$ 238 milhões, resultantes de ações que não estavam previstas no projeto inicial da barragem, como a reconstrução da comunidade de Barra de Santana, que será totalmente coberta pelas águas da barragem quando ela for concluída. “É uma obra muito importante para os recursos hídricos do Rio Grande do Norte”, afirmou o ministro.
Quanto a garantia de recursos para o ramal do Apodi, a situação é mais fácil, até porque são necessários “apenas” R$ 2,2 milhões. Além disso, em contato com a assessoria de comunicação da bancada potiguar, foi informado que já há o entendimento dos parlamentares potiguares para a destinação de emenda coletiva para garantir a obra.
“Esperamos que esse calendário seja mantido. Temos que estar cada vez mais mobilizados, para que este novo calendário não sofra mais atrasos”, enfatizou Fátima Bezerra, que presidiu os trabalhos da CDR nesta terça-feira.
AquiRN

CIRO GOMES: "Bolsonaro é boçal e maluco"

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, partiu para cima de Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta-feira. Em sabatina do jornal “Correio Braziliense”, Ciro chamou Bolsonaro de “maluco”, “boçal”, “despreparado” e “um câncer a ser extirpado”.
Quando falava sobre tributação, Ciro criticou a resposta dada por Bolsonaro sobre o assunto, em entrevista dada no mesmo dia. De acordo com o Ciro, o Brasil precisa ter uma tributação mais progressiva sobre herança e renda e é preciso”diminuir a incidência de impostos sobre a classe média, principalmente sobre o imposto de renda”.
– O líder nas pesquisas disse que não vai tributar herança, nada. Então, de onde virá o dinheiro? Vão entregar o cargo a um boçal, a um despreparado? Os democratas têm obrigação de chamá-lo de boçal e despreparado. E os democratas tem obrigação de extirpar esse câncer enquanto ainda pode ser extirpado – atacou Ciro.
O pedetista também criticou o presidente da República, Michel Temer, por fazer parte de um “grupo criminoso”. E disse que o senador Romero Jucá (MDB-RR) não fará parte de um governo seu, pois não irá negociar com “ladrão”.
– Quando fui deputado, entrei na Câmara e tive uma desilusão muito grande. Quem mandava era Michel Temer e Eduardo Cunha. Um já está cadeia, e o outro ainda vai.
Durante a sabatina, também sobrou para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no momento em que Ciro explicava sua proposta para a aposentadoria.
O pré-candidato propõe retirar do custo do regime da Previdência as aposentadorias rurais, que passariam a ser incluídas na conta do Tesouro. Seria criado um sistema de capitalização de aposentadoria, de caráter público. E propõe que todos tenham direito a um salário mínimo, tendo ou não contribuído. Ele disse que a transição será difícil e que ainda está calculando os impactos.
– É difícil, fácil é dar aula de sociologia, como o Fernando Henrique faz – disse Ciro.
Robson Pires