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quarta-feira, 27 de abril de 2016

LULA: “Quadrilha legislativa” conduz impeachment"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (25) que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está sendo conduzido por uma “quadrilha legislativa”. Lula participa de encontro promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos e organizações de esquerda. Com a voz rouca, o discurso do ex-presidente foi lido pelo diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci.
“Uma aliança oportunista entre a grande imprensa, os partidos de oposição e uma verdadeira quadrilha legislativa, que implantou a agenda do caos”, disse Lula.

HÁ O QUE "TEMER": Para evitar aumento de impostos, Temer propõe que aposentados paguem a conta

Para escapar de uma alta inevitável de impostos neste primeiro momento, o grupo que apoia o vice-presidente Michel Temer vai insistir na proposta de desvincular benefícios –incluindo os da Previdência– dos reajustes concedidos ao salário mínimo.
A aprovação dessa medida, impopular, mas necessária, segundo conselheiros do vice, seria possível graças a uma “onda” receptiva do Congresso às propostas de um eventual governo Temer para solucionar a crise brasileira.
A ideia é acabar também com as vinculações constitucionais, como gastos obrigatórios com saúde e educação, que engessam o Orçamento federal.
A avaliação é de que esse caminho é mais viável do que a elevação de tributos num momento de recessão da economia. Segundo os assessores de Temer, agora é hora de cortar despesas, em vez de aumentar as receitas.
A adoção dessas medidas seria uma forma de sinalizar ao mercado que um eventual governo do vice estaria preocupado em resolver a questão fiscal pela via das despesas. Temer também se comprometeria com uma reforma mais estruturante, dos gastos da Previdência Social.

MANOBRA: "PSDB decide dar apoio integral a eventual governo Temer"

Após mais de uma semana de embates públicos entre algumas das principais lideranças do partido, o PSDB decidiu nesta terça-feira que dará apoio integral ao governo de Michel Temer, inclusive com a participação em ministérios caso haja convite.
A unidade tucana só saiu após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aderir à linha que vinha sendo defendida pelos senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) e defender publicamente o apoio integral da legenda ao governo peemedebista. Assim, acabou sendo derrotada a posição de apoio apenas parlamentar, que vinha sendo propagada pelos dois principais pré-candidatos da legenda à presidência: o senador Aécio Neves (MG) e o governador Geraldo Alckmin (SP).
Um dia após o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PMDB) ser contra a nomeação de integrante do partido, o tucano disse não ver o menor problema “se houver convite”. Para ele, o partido deve ajudar o país, principalmente na questão econômica.

PERIGO: "Collor vai a Temer propor programa contra a crise"

O senador Fernando Collor (PTC-AL), primeiro presidente da República a sofrer impeachment, esteve nesta terça-feira no gabinete do vice-presidente Michel Temer. Ao deixar o local, em uma rara fala à imprensa, declarou que a reunião foi para anunciar um plano de diretrizes de reconstrução nacional produzido pelo bloco moderador participante da comissão que analisa o impeachment da presidente: PTB, PR, PRB, PTC e PSC.
— Solicitamos essa audiência com o vice-presidente para apresentar a ele, como já apresentamos ao Senado, à sociedade e ao Palácio do Planalto, um programa fruto de estudos realizados pelo próprio bloco de reconstrução nacional. Uma série de observações que nós entendemos importantes para que, sendo seguidas, essas sugestões possam tirar o país da crise — disse.
Questionado sobre o que achava sobre o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, Collor, recuou e encerrou a entrevista. — Nós estivemos aqui tratando com o vice-presidente da república de uma questão objetiva. O resto é outra crônica — completou o senador.