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quinta-feira, 21 de julho de 2016

COLUNA DO BARBOSA: "Temer não me representa, mas com certeza representa a Fiesp"

Hoje certamente conhecemos os reais motivos pelos quais a poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), apoiou com o seu "Pato Amarelo" as manifestações a favor do impeachment da presidenta Dilma. Ou melhor, a favor do golpe. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nesta quarta-feira (20), que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, vai encaminhar até o fim do ano ao Congresso Nacional propostas para a reforma trabalhista e para a regulamentar o processo de terceirização no país. Detalhe: o ministro já fala como se o governo golpista fosse mesmo permanecer, o que espero que não.
Sobre a terceirização, o ministro do Trabalho informou que a proposta do governo contemplará a regulamentação de contratos de “serviço especializado”, mas não deu mais detalhes sobre o assunto. Segundo ele, o governo ouvirá os trabalhadores, os empregadores e especialistas, e buscará uma proposta próxima do “consenso”. Ah, sei, bem entendido!
Questionado por jornalistas se o governo do presidente em exercício, Michel Temer, apoia o projeto que passou na Câmara, que permite que qualquer atividade seja terceirizada, ele não respondeu. Esse projeto aguarda votação do Senado Federal. O ministro disse, entretanto, que pontos do projeto que passou na Câmara dos Deputados poderão ser aproveitados na proposta do governo – mas não esclareceu quais.
Fato é que os maiores interessados numa reforma trabalhista são os empresários. Querem lucrar muito e diminuir custos com encargos sociais. Não à toa a poderosa Fiesp financiou grupos que se manifestavam em favor do golpe. Diz-se até que a cada voto a favor do impeachment na Câmara tinha as digitai$ da federação.
E quem vai pagar o Pato Amarelo, caso o presidente interino Michel Temer permaneça presidente da República?Não, não é pergunta de vestibular e qualquer cidadão saberá responder. O trabalhador óbviamente.
Temer já disse a que veio, só não enxerga que não quer. Fala-se em reforma da aposentadoria, tributária, trabalhista, mas pouco se fala na reforma política, esta sim, se faz urgente. Não uma reforma política como a que se discute eventualmente no Congresso, mas uma reforma política ampla, geral e irrestrita. Mas sabe quando isso vai ocorrer. Nunca caro leitor porque não interessa a classe política .
Só espero que o povo volte as ruas para protestar contra essa esdrúxula reforma trabalhista como vem ocorrendo na França.
A conferir!

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