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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

COLUNA DO BARBOSA: "Acunharam Cunha. E as varandas gourmets vão bater panela, será?"

O termo acunhar é um termo muito usado, sobretudo, no Nordeste para dizer que uma pessoa meteu com força o membro masculino na mulher. Me desculpem os leitores, mas o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi literalmente acunhado pelo juiz "todo poderoso" Sérgio Moro, da Lava Jato. Antes tarde do que nunca.
Pesa contra Cunha requerimentos no TCU e à Câmara sobre a empresa Mitsui para forçar o lobista Julio Camargo a pagar propina; requerimentos contra o grupo Schahin, cujos acionistas se tratavam de inimigos pessoais do ex-deputado e do seu operador, Lucio Bolonha Funaro; convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras; contratação da KROLL pela CPI da Petrobras para tentar tirar a credibilidade de colaboradores da Operação Lava Jato; pedido de quebra de sigilo de parentes de Alberto Youssef, o primeiro colaborador a delatar Eduardo Cunha; apresentação de projeto de lei que prevê que colaboradores não podem corrigir seus depoimentos, como fez o lobista Julio Camargo, ao delatar Eduardo Cunha (refere-se ao projeto de lei de autoria do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos membros da tropa de choque que o ex-deputado federal Eduardo Cunha liderava).
Além destes fatos, a demissão do servidor de informática da Câmara que forneceu provas que evidenciaram que os requerimentos para pressionar a empresa Mitsui foram elaborados por Cunha, e não pela então deputada “laranja” Solange Almeida; a suspeita do recebimento de vantagem indevida por emendas para bancos e empreiteiras; manobras junto a aliados no Conselho de Ética para enterrar o processo que pedia a cassação do deputado; ameaças relatadas pelo ex-relator do Conselho de Ética, Fausto Pinato (PRB-SP); relato de oferta de propina a Pinatto, ex-relator do processo de Cunha no Conselho de Ética, além da conta mantida na Suíça confirmada pelo Ministério Público daquele país.
Um dos tópicos do pedido de prisão fala sobre um empréstimo que, segundo o MPF, teria sido fraudado entre Claudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, e Francisco Oliveira da Silva, presidente da Igreja Evangélica Cristo.
De acordo com os procuradores, Claudia Cruz declarou empréstimo de R$ 250 mil em 2008. Entretanto, a partir de quebra de sigilo bancários de ambos, não foram identificados relacionamento financeiro.
Portanto, motivos não faltam para que as varandas gourmets do bairro do Morumbi em São Paulo batam panelas hoje. A não ser que acreditem ser injusta a prisão de Eduardo Cunha.
A conferir!

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