.

.
.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CONTRASTE: "Vizinhos de Alcaçuz levam vida pacata e garantem viver em segurança"

Igrejinha, praça com crianças, cabras berrando, vacas pastando, caminhos de terra, pequenas plantações, água de poço e o maior presídio do Rio Grande do Norte com mais de mil apenados em regime fechado e 5.900 metros quadrados de área construída. Essa é a paisagem da comunidade de Hortigranjeira, onde está localizada a Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Com cerca de 700 habitantes hoje, o lugar do município de Nísia Floresta surgiu quase 20 anos antes na unidade prisional.
A tranquilidade das vacas, a poucos metros do palco do maior massacre do sistema prisional potiguar, ou das pessoas regando pequenas plantações é tão surpreendentes quanto a opinião dos moradores sobre o presídio. Na minúscula comunidade há duas unanimidades: o Presídio de Alcaçuz e os bloqueadores de celular. Ambas de lados opostos da opinião pública do lugarejo.
“Em 18 anos de presídio, só o que atingiu a gente foram os bloqueadores. Barulho de tiro a gente escuta muito, mas isso é em todo canto”, contou um morador que, apesar de dizer sentir-se  seguro, preferiu não expor sua identidade. Muitos moradores sentem-se penalizados pelo governo do Estado depois da instalação dos bloqueadores. A interferência no sinal atingiu todas as operadoras de telefonia móvel.



Nenhum comentário: