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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DILEMA PETISTA: "Vale a pena aderir e ganhar um cargo?"

Cada um sabe onde lhe aperta o calo. O PT terá tido certamente suas razões para aprovar a permissão para que suas bancadas apoiem os candidatos do establishment governista às presidências da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira.
Essas razões, muito provavelmente, vão além dos cargos nas mesas das duas casas que os petistas e sua tropa varrida da Esplanada fica ameaçada de perder se apresentar candidaturas próprias. De fato, não tem jeito de ganhar.
Mas o que a cúpula do PT tem que avaliar neste momento é se o desgaste provocado pela divisão interna em torno desse assunto, e por sua exposição pública, não será maior do que as possíveis vantagens.
É claro que ficar de fora das mesas, um espaço importante no parlamento, é ruim. Pior ainda, porém, podem ser as consequências do barraco que o PT está vivendo publicamente. No Senado, os mais aguerridos defensores da ex-presidente Dilma Rousseff contra o impeachment, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffman, estão inconformados, assim como parte da bancada na Câmara e a maioria da militância que ainda resta.
Por Robson Pires


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