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quarta-feira, 2 de maio de 2018

REAÇÃO: "Diretor do sindicato dos professores de Natal nega a "adoração" por Carlos Eduardo"

A declaração do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), de que os professores da rede pública de ensino o “adoram” não repercutiu bem no Sindicado dos Trabalhadores da Educação, o SINTE. Tanto é que, ironicamente, o coordenador-geral da categoria até sugeriu que se visitasse uma assembleia dos professores para ver o tamanho da popularidade do prefeito, sobretudo agora, após quase um mês de greve porque a Prefeitura, simplesmente, não aceita, segundo eles, pagar o piso nacional da categoria.
“Bem… Sugiro ir a assembleia que vai decidir se a greve continua ou não, para ver o que pensam dele. Se tiver que por fim a greve, não é por adorar ele, mas sim em respeito à comunidade escolar, que apoia totalmente a manifestação. Não é que não tenha tido avanço. A gente teve um avanço, mas o problema é que o prefeito quer dar um calote nos professores e desrespeita leis”, avaliou o coordenador do Sindicato.
Segundo José Teixeira, a gestão Carlos Eduardo Alves também não foi lá tão boa assim para a educação como um todo, vide a situação das escolas da rede pública. “Apesar de eles alegarem que investiram R$ 68 milhões na educação, na estrutura físicia, nós não encontramos onde foram feitos esses investimentos, porque as escolas que andamos são muito precárias. São locais que não tem nem ventiladores, que já não é nem um equipamento que enaltecemos. As escolas deveriam ter qualidade de vida para os professores e estudantes”, avaliou o sindicalista, acrescentando que a situação, inclusive, é semelhante à das escolas da rede estadual, apesar destas serem ainda mais precárias.
A polêmica declaração de Carlos Eduardo foi dada durante entrevista a Rádio Rural AM, em Parelhas, no fim de semana. “Quero dizer a vocês: os professores de Natal me adoram, viu? Fiz o plano de carreira dos professores, que era um sonho deles há 20 anos”, afirmou o ex-prefeito, que renunciou ao cargo no dia 6 de abril para disputar o Governo, deixando para o seu sucessor, Álvaro Dias, uma greve dos professores que havia se iniciado ainda no dia 21 de março.
Do portal Agora RN

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