quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

DESCONTROLE POLÍTICO: "General Girão perde apoios, compra brigas e põe a reeleição em risco"


O deputado federal General Girão (PL) vive um momento de clara turbulência política. Apoios importantes estão se esfarelando na capital, no Seridó e no litoral, enquanto o parlamentar demonstra, cada vez mais, o comportamento de quem assiste ao mandato escorrer pelos dedos feito água. A serenidade deu lugar ao nervosismo. Questionamentos viraram afronta. Divergências, motivo de explosão.

O desespero parece ter tomado conta do general, que já não tolera ser contrariado — nem mesmo dentro do próprio partido.

Em recente reunião interna do Partido Liberal, o clima saiu do controle após uma discussão verbal entre Girão e o pré-candidato a deputado federal Pedro Filho. O estopim foi a declaração de apoio do ex-candidato Salatiel de Souza a Pedro Filho, gesto suficiente para acender o pavio da crise e elevar os ânimos a níveis constrangedores. Segundo relatos de participantes, o ambiente ficou tão pesado que o deputado abandonou o jantar antes do encerramento, incapaz de conviver com a divergência.

E não se trata de um episódio isolado.

Fontes  afirmam que Girão tem adotado o hábito de “tomar satisfação” com pré-candidatos do próprio PL sempre que se sente ameaçado. Durante o evento “Decolar do PL”, o parlamentar já havia protagonizado situação semelhante ao se envolver em um embate com apoiadores do pré-candidato Coronel Brilhante.

O roteiro se repetiu em Parelhas. Incomodado com críticas feitas pelo presidente da Associação do Esporte Amador do Rio Grande do Norte, Girão pediu a palavra, rebateu em tom ríspido e deixou o evento logo em seguida, espalhando desconforto e um silêncio constrangedor entre os presentes.

A cada novo episódio, o deputado vai empilhando desafetos e queimando pontes — inclusive com aqueles que ajudaram a elegê-lo. O confronto tomou o lugar da articulação, e o isolamento político avança.

Ao que tudo indica, as escolhas feitas por Girão começam a cobrar seu preço. E, na política, quando a conta chega, ela costuma ser alta — e dolorosa.

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