Desde que teve o nome citado na Operação Mederi, da Polícia Federal, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), intensificou uma verdadeira peregrinação por emissoras de rádio e televisão. Longe de adotar uma postura defensiva, o prefeito tem buscado se antecipar ao debate público, apresentar sua versão dos fatos e, principalmente, apontar responsáveis pelo episódio.
Além da ampla exposição midiática, Allyson passou a atribuir o caso à ação de um suposto “sistema bruto” — o mesmo que, segundo ele, teria atuado no passado para impedir que alcançasse a Prefeitura de Mossoró. Esse “sistema”, na narrativa do prefeito, seria formado por grupos políticos tradicionais que há décadas comandam a política potiguar e que não aceitariam interferências de nomes externos ao seu círculo de poder. Como exemplo, citou o grupo Rosado, que, segundo ele, permaneceu no comando da cidade por mais de 70 anos.
Mas afinal, de que “sistema” Allyson está falando?
É oportuno lembrar que Rosalba Ciarlini, ex-prefeita de Mossoró e principal liderança do grupo Rosado, sempre teve como referência política o ex-senador José Agripino Maia — que, por ironia ou conveniência, é hoje apontado como um dos principais aliados de Allyson Bezerra.
Diante disso, cabe a pergunta: José Agripino Maia, João Maia e Garibaldi Alves Filho — figuras centrais da política potiguar há décadas — fazem ou não parte desse “sistema” que o prefeito tanto critica?
É apenas uma pergunta.


