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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COLUNA DO BARBOSA: "Agosto, as aves de rapina e a Carta-Testemunho de Vargas"

Agosto sempre foi um mês sombrio na política brasileira. Ao longo de seus 31 dias, agosto entrou para a história do Brasil marcado por tragédias, suicídios e renúncia de presidentes da República, até mortes de ícones da política nacional, como o ex-presidente JK e Miguel Arraes, ex- governador de Pernambuco e símbolo da esquerda do país, cujo neto, Eduardo Campos, veio a falecer na mesma data que seu avô. Claro, e óbviamente, o suicídio de Getúlio Vargas, está neste rol de tragédias na política nacional.
Me reporto a isso pois que a Carta Maior é enfática ao dizer que "o Brasil enfrenta um momento histórico de extrema gravidade. Um golpe de estado institucional está prestes a ser consumado, afastando definitivamente uma presidenta da República eleita com mais de 54 milhões de votos.
E muito do que está em jogo hoje guarda semelhanças profundas com outra conjuntura trágica ocorrida há sessenta e dois anos, quando forças anti-democráticas com idênticos interesses anti-povo e anti-nacionais levaram o presidente Getúlio Vargas a dar um tiro no próprio peito.
Esse gesto político extremo barrou a tentativa de golpe e levantou grande parte do povo contra líderes de direita, partidos e mídia golpistas de então, derrotando-os fragorosamente. Venceu a democracia e venceram os interesses maiores do povo brasileiro.
A Carta Testamento que Getúlio nos deixou é um dos mais importantes documentos de referência política e ideológica em defesa da democracia e dos interesses nacionais da história do Brasil".
E tem razão: a forma como estão tentando tirar Dilma do poder tem o mesmo script de anos atrás. As aves de rapina agem nos bastidores do poder.
E como afirma a Carta Maior "o modo como as forças democráticas irão vencer ou perder a batalha nesta reta final do golpe fará toda a diferença para os passos seguintes da história".
Tudo o que eles querem - políticos de direita, dirigentes da FIESP e de várias organizações empresariais, banqueiros, donos da grande mídia, entre outros - é que a grande maioria da sociedade aceite a "normalização" do processo, sob essa espúria máscara de legalidade, diz a Carta Maior.
Fato é que a reeleição de Dilma Ruosseff e a perspectiva de ela ser substituída no poder pelo Lula em 2018 tornaram mais urgente a necessidade de frear, ou ferrar, o PT.
A conferir!

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