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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ataque a Bolsonaro expõe intolerância alimentada desde 2014

O ataque ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) – esfaqueado nesta quinta-feira durante um ato de campanha em Minas Gerais – é reflexo de uma escalada de violência no discurso político brasileiro que tem se agravado desde a eleição de 2014, avaliam cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil.
Eles destacam o ineditismo de uma agressão dessa gravidade a um candidato presidencial na história brasileira e lamentam que lideranças de diferentes partidos tenham acirrado o discurso contra seus adversários nos últimos anos, alimentando a intolerância.
Há quatro anos, a então presidente Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) no segundo turno por apertada diferença, em uma campanha marcada por agressões de ambos os lados. A polarização se acentuou após oface violenta resultado com a divisão da sociedade em torno do processo de impeachment da petista.
“A campanha de 2014 já foi extremamente violenta na retórica dos candidatos. E, às vezes, essa retórica violenta ultrapassa a retórica e chega às ruas. Refletir sobre isso é indispensável”, afirma o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antônio Carvalho Teixeira.


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