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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Sem açodamento Fátima Bezerra começa a desenhar o seu governo


Com a necessidade que o tempo exige, mas ao mesmo tempo sem açodamento, a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), começa a desenhar o que será o seu governo.
Três dias após ter sido eleita a única governadora nas eleições deste ano no Brasil, Fátima Bezerra já estava em Brasília tratando com os executivos do Banco Mundial da renovação da parceria visando dar continuidade ao Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Norte, o programa “Governo Cidadão”, que prevê recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão para uma série de investimentos e benfeitorias nas áreas de segurança, saúde educação, gestão do estado, inclusão social, turismo e cultura.

Tendo como maior aliado o povo do Rio Grande do Norte, que depositou nas urnas mais de 1 milhão de votos a seu favor, Fátima tem o que chamo de a “bala de prata” e não pode errar como fizeram os seus antecessores. Em seus discursos Fátima tem ressaltado que fará um governo técnico e que não vai admitir qualquer tipo de ingerência política em seu governo.
Fátima sabe das dificuldades que o estado enfrenta e também do difícil relacionamento com um governo de extrema-direita, caso de Jair Bolsonaro, no plano federal. Contudo, vivemos num regime republicano e, portanto, as dificuldades de relacionamento político poderão haver, mas no que toca a parte administrativa, nem pensar, até porque qualquer tipo de retaliação neste campo seria utopia se pensar, levando-se em consideração que o Nordete é esquerda como apresentou o mapa eleitoral após 28 de outubro. Ou seja, Bolsonaro vai precisar também do Nordeste para governar. Daí terá que dar contrapartida aos governadores.
A eleição da senadora Fátima Bezerra (PT) para governadora do Rio Grande do Norte quebrou paradigmas. Primeiro, por ser ela de origem popular, segundo por ser de um partido de esquerda e, terceiro por ter desbancado as oligarquias no Rio Grande do Norte no poder há mais de 50 anos. No entanto, uma coisa tem que ficar clara: os apoios de última hora à sua candidatura não podem e não devem ser contabilizados como alianças. Alianças Fátima Bezerra só tem com o PCdoB, PHS e, sobretudo, com o povo.
Blog do Barbosa

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