terça-feira, 12 de maio de 2026

DIREITA SEM PAUTA: "Depois do chinelo é a vez do detergente virar discussão política"


A crise envolvendo a Ypê, líder do mercado de limpeza no país avaliado em R$ 3,6 bilhões e 2ª marca mais presente nos lares brasileiros (atrás apenas da Coca-Cola), deixou de ser apenas um tema sanitário para virar um novo “Fla-Flu” da polarização política brasileira.

Tudo começou na última quinta-feira, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinar a suspensão da fabricação e venda de alguns detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos da marca, especificamente dos lotes com final 1.

Segundo os órgãos sanitários, inspeções encontraram falhas em etapas da produção e risco de contaminação microbiológica.

A empresa conseguiu uma liminar suspendendo temporariamente a decisão, mas optou por manter parte da produção parada enquanto ajusta os processos apontados pela Anvisa.

“Tá, e cadê a política nisso?”

No final de semana, perfis de políticos como o do senador Cleitinho, do vice-prefeito de SP, Ricardo Mello Araújo, e de influencers ligados à direita passaram a convocar campanhas públicas de apoio à marca, incentivando consumidores a comprarem produtos da empresa.

A razão é que eles acusam — sem apresentar provas — o governo de usar a Anvisa como instrumento de perseguição política devido ao fato da família dona da Ypê ter doado cerca de R$ 1,5 milhão para a campanha de Bolsonaro em 2022.

A discussão ocorre 5 meses após outra polêmica com uma grande marca. No fim do ano passado, a Havaianas se viu no centro de um debate político por conta de uma campanha interpretada por muitos como apoio à esquerda em ano eleitoral.

O assunto repercutiu tanto que Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou ontem o lançamento da “Pé Direito”, nova marca de chinelo cujo embaixador é o deputado. 

Deputados e senadores não querem discutir os problemas enfrentados pelo povo brasileiro, se apoderam de qualquer cortina de fumaça.

O Brasil está politicamente doente.

ELEIÇÕES 2026: "Região do Seridó deverá colocar ao menos quatro deputados entre os 10 mais votados do RN"


Os deputados Ezequiel Ferreira, Francisco do PT, Adjuto Dias e Nelter Queiroz despontam como alguns dos nomes mais fortes da corrida proporcional de 2026 no Rio Grande do Norte. 

Bem posicionados nas articulações políticas e aparecendo com destaque nas sondagens de bastidores, os quatro parlamentares chegam ao próximo pleito embalados por bases eleitorais sólidas e forte influência política em diversas regiões do estado.

Com o Seridó consolidado como um dos principais celeiros eleitorais do RN, cresce nos bastidores a avaliação de que o grupo tem potencial não apenas para garantir a reeleição, mas também para colocar seus integrantes entre os mais votados do estado na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.

A força política seridoense, mais uma vez, deverá ser determinante no desenho da próxima legislatura da ALRN, reafirmando o peso da região nas grandes decisões da política potiguar.


Blog do Pássaro



Pré-candidato ao Governo do RN, Álvaro Dias é contra proposta de acabar com a escala 6x1


O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), afirmou em entrevista recente que concorda com o posicionamento do senador Rogério Marinho e também se posiciona contra o fim da escala 6x1. 

A declaração aproxima ainda mais Álvaro do campo político liderado pelo PL no estado e reforça um discurso alinhado ao setor empresarial. 

O tema vem ganhando espaço no debate público nacional, especialmente diante das discussões sobre qualidade de vida, produtividade e direitos trabalhistas.