quarta-feira, 15 de julho de 2026

Afinal, quem é do time de Lula?


Às vésperas das convenções partidárias, tudo indica que o PT faz um movimento de isolamento no próprio campo da esquerda. 

A carta divulgada pela corrente Articulação de Esquerda (AE) recoloca em discussão um tema que parecia pacificado no grupo da governadora Fátima Bezerra: o apoio à pré-candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) ao Senado como segundo voto da chapa governista.

A manifestação causa estranheza porque Rafael Motta vinha sendo tratado como um aliado consolidado. Recebeu, inclusive, um gesto público do presidente Lula, que o chamou para o palanque durante agenda em Luís Gomes, no início deste mês — um sinal inequívoco de prestígio político.

No Rio Grande do Norte, a Articulação de Esquerda é representada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença. A posição da corrente ganha ainda mais relevância porque Rafael aparece melhor colocado nas pesquisas do que a própria pré-candidata do PT ao Senado, Samanda Alves.

Historicamente, a AE é uma das correntes mais ideológicas do partido. Defende maior protagonismo dos movimentos sociais, o fortalecimento da identidade socialista do PT e sempre demonstrou resistência às alianças com partidos de centro ou de direita.

O problema é que o espaço para alianças já começa a encolher. O PSDB de Ezequiel Ferreira dá sinais de que não deverá integrar a chapa governista — pode caminhar com Álvaro Dias (PL) ou simplesmente liberar seus filiados. O PSOL, por sua vez, insiste em lançar candidatura própria ao Governo e ao Senado.

Até o momento, a governadora Fátima Bezerra não comentou a manifestação da corrente liderada por Natália Bonavides. Samanda Alves, grande interessada no debate, também permanece em silêncio.

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