segunda-feira, 8 de junho de 2026

PSDB desmente exigências plantadas na imprensa sobre troca de nomes em chapa governista


Sem ter fechado com nenhuma das 3 principais chapas majoritárias apresentadas no Rio Grande do Norte até agora, o PSDB - noivo - termina sendo assunto de todas as articulações e de todos os microfones.

E tem sido apontado como legenda exigente, que quer vaga de vice e até trocar nomes já sacramentados para o Senado.

O que o próprio partido rebate: enquanto não anunciar posição oficial, o que for dito poderá ficar pelo não dito.

Sabe aquela máxima repetida nas últimas eleições sobre o presidente da Assembleia Legislativa, que 'só quem fala por Ezequiel é Ezequiel?'...

Continua tão atual quanto o momento em que a frase foi dita pela primeira vez pelo jornalista Rodrigo Rafael, assessor de Ezequiel.

FONTE: thaisagalvao.com.br

BOLSONARISMO NU: "Quando cai a fantasia anticorrupção, aparece o ódio aos pobres e às minorias"


As sucessivas contradições envolvendo lideranças do campo bolsonarista têm enfraquecido um dos pilares centrais que sustentaram sua ascensão política: o discurso do combate à corrupção. Quando figuras que construíram sua trajetória pública apresentando-se como alternativas morais à política tradicional passam a enfrentar questionamentos semelhantes aos que antes denunciavam, a narrativa perde força e capacidade de mobilização. 

O caso mais expressivo é o de Flavio Bolsonaro, pego pedindo 134 milhões ao dono do Banco Master Daniel Vorcaro. Mas há também Cláudio Castro, Ibaneis Rocha, Sostenes Cavalcante e um batalhão mais de políticos bolsonaristas. 

Os exemplos são os mais variados. O escândalo do Master está no colo da extrema direita. O resultado é que o debate político tende a revelar com mais nitidez divergências ideológicas que estavam encobertas por uma retórica moralizante.

Nesse cenário, emerge de forma mais explícita a rejeição a políticas associadas à ampliação da proteção social e à redistribuição de renda. Programas como o Bolsa Família e outras iniciativas voltadas à redução das desigualdades passam a ocupar o centro do conflito político, evidenciando que parte da oposição ao PT não se limita a críticas de gestão ou a denúncias de corrupção, mas envolve uma discordância profunda sobre o papel do Estado na promoção da inclusão social e na destinação de recursos públicos para os setores mais pobres da população. Trata-se de um conflito de classe e, portanto, também distributivo.


Também ganham destaque disputas relacionadas aos costumes, aos direitos das minorias, o papel da mulher na sociedade e ao reconhecimento das desigualdades históricas brasileiras. Temas como combate ao racismo, inclusão social e ampliação de direitos civis deixam de aparecer como pautas secundárias, encobertas por um suposto - e falso - ataque ao sistema - e passam a expor um embate de visões de mundo. Com o bolsonarismo nu e sem o escudo da anticorrupção, o confronto político tende a se concentrar cada vez mais na discussão sobre qual projeto de sociedade o país pretende construir e quais grupos sociais devem ser contemplados pelas políticas públicas.


O Potiguar