sexta-feira, 14 de agosto de 2026

PARELHAS: "Clima esquenta durante sessão e discursos apontam para reviravolta"


O clima esquentou durante a sessão desta quinta-feira na Câmara Municipal de Parelhas.

Quatro vereadores da situação, fizeram discursos acalorados, indicando uma possível mudança de direção.

Tudo começou, quando os quatro, resolveram votar a favor de um pedido de informação apresentando por Rogéria Layane e Welligton Araújo, ambos da oposição. Depois disso o clima ficou tenso, até que durante o direito de fala na tribuna da casa, os nobres edis decidiram romper o silêncio e deixarem claro que a maneira de votar em projetos que eles acharem duvidosos vai mudar.

A mensagem foi direta: não haverá mais apoio automático a tudo que chegar ao plenário.

Para quem observa de perto a política parelhense, o episódio pode representar uma verdadeira reviravolta. Um velho jargão político costuma afirmar que a "política é como as nuvens no céu, mudam de posição ao sabor do vento."

E é justamente aí que surge uma novidade no cenário político local: estaria nascendo em Parelhas uma espécie de “Centrão”, um bloco que não se coloca claramente nem na oposição nem na situação, mas que pode assumir uma posição independente conforme o assunto em discussão.

Há quem recorra a uma conhecida frase atribuída ao deputado Vivaldo Costa para explicar o momento.

Vivaldo costuma dizer que " a política é como uma caminhão carregado de feirantes, quando sai da zona rural, que ninguém sabe onde senta, porém no primeiro tombo, todos ficam sentadinhos em seus devidos lugares".

Aguardemos o "primeiro tombo"...

VÍDEO: "Vítima de importunação sexual em Currais Novos rebate vereador: “Não me calarei”


A ex-estagiária da Câmara Municipal de Currais Novos que denunciou o vereador Lucieldo da Silva (PSDB) por importunação sexual se pronunciou publicamente nesta quinta-feira (13) sobre o caso. Em nota divulgada nas redes sociais, Palloma Macedo repudiou a conduta atribuída ao parlamentar e afirmou que está adotando medidas legais e administrativas.

O episódio ocorreu no dia 30 de junho, dentro da Câmara Municipal. Segundo a Polícia Civil, imagens do sistema de segurança registraram o momento em que o vereador teria tocado a estagiária sem consentimento. Após a conclusão do inquérito, Lucieldo foi indiciado por importunação sexual.

Na nota, Palloma afirma que mantinha uma relação cordial e respeitosa com as pessoas no ambiente de trabalho, ressaltando que cumprimentos com apertos de mão ou abraços não poderiam ser interpretados como autorização para contatos de natureza sexual.

Fui surpreendida com um tapa nas nádegas, ato que repudio e que configura crime previsto no Art. 215-A do Código Penal. Na ocasião me posicionei e deixei clara minha insatisfação”, declarou.

A manifestação ocorre dois dias depois de a Câmara Municipal aprovar, por unanimidade, a abertura de processo de cassação contra Lucieldo por suposta quebra de decoro parlamentar.

Durante a sessão, o vereador classificou o episódio como uma “brincadeira”, disse ser uma “pessoa brincalhona” e afirmou que as imagens divulgadas não mostrariam todo o contexto da interação. Ele também confirmou ter enviado mensagens pedindo desculpas à estagiária.

Sem citar diretamente a justificativa apresentada pelo parlamentar, Palloma reforçou que não considera aceitável qualquer contato sem consentimento.

“Nenhuma mulher deve ser vítima de assédio, ainda mais por alguém que ocupa cargo público e deveria ser exemplo de respeito. Não me calarei. Estou tomando todas as medidas legais e administrativas cabíveis. Exijo respeito”, concluiu.