A decisão de Ezequiel Ferreira de abandonar o grupo político ao qual esteve ligado durante sete anos e meio e apoiar Álvaro Dias para o Governo do Rio Grande do Norte teve consequências que vão muito além de uma simples escolha eleitoral. O resultado foi o afastamento do PSDB do palanque vencedor e o prejuízo a diversas lideranças políticas do estado.
Mas, para Parelhas, o preço dessa decisão foi ainda maior.
Parelhas perdeu a oportunidade de ter Dra. Júlia como vice-governadora do Rio Grande do Norte. A primeira-dama do município poderia ter composto a chapa de Cadu Xavier, mas sua filiação ao PSDB, partido comandado por Ezequiel Ferreira, tornou-se um obstáculo para que esse projeto se concretizasse.
Pense no que isso representaria para Parelhas e para toda a região do Seridó: uma representante do município ocupando um dos cargos mais importantes da política estadual. Uma oportunidade histórica que poderia ter colocado nossa região em outro patamar de representatividade.
E quem contribuiu para que esse caminho se tornasse inviável? Ezequiel Ferreira, com suas escolhas e mudanças de posicionamento político.
Foram sete anos e meio integrado ao governo petista. Depois, decidiu apoiar Álvaro Dias, subiu no palanque de Allyson Bezerra e, no segundo turno, voltou ao campo político da governadora Fátima Bezerra, como se nada tivesse acontecido.
Na política, mudar de posição é uma escolha. Mas essa escolha tem consequências, e elas não ficam restritas aos gabinetes ou aos acordos entre lideranças. Podem comprometer projetos e fechar portas para municípios inteiros.
Se Ezequiel tivesse permanecido no grupo político do governo ao qual esteve ligado durante boa parte do mandato, o cenário poderia ter sido diferente. Dra. Júlia poderia ter tido o caminho aberto para disputar a vice-governadoria na chapa de Cadu Xavier e hoje seria vice-governadora eleita!
Ezequiel fez suas escolhas políticas. Parelhas, porém, pagou a conta.
É preciso que a população compreenda que decisões tomadas por lideranças estaduais podem ter reflexos diretos no futuro dos municípios. Não se trata apenas de partidos ou de disputas pelo poder. Trata-se de representatividade, de oportunidades e da possibilidade de Parelhas ocupar um espaço de destaque no cenário estadual.
Não basta ter força política, ocupar cargos importantes e transitar entre diferentes grupos. É preciso ter coerência, compromisso e responsabilidade com as lideranças e com a população que pode ser prejudicada por essas decisões. Nesse caso, Ezequiel pensou, apenas nele, somente nele!
Já pensou Parelhas com um deputado estadual e uma vice-governadora?
Na política, quem age por conveniência pode até preservar seus próprios caminhos, mas corre o risco de fechar as portas de quem caminhava ao seu lado.
Vai vendo e aprendendo!

