A governadora Fátima Bezerra (PT) sai das eleições de 2026 como a maior liderança política do Rio Grande do Norte. A vitória histórica de Cadu Xavier (PT) para o Governo e a eleição de Samanda Alves (PT) para o Senado provam a força política que a governadora mantém no Estado, somada à liderança e ao prestígio de Lula (PT) no Estado.
Fátima tem uma trajetória marcada por desafios, adversidades e vitórias. Eleita deputada estadual em 1994, reeleita em 1998, chegou à Câmara Federal em 2002, onde exerceu três mandatos. Em 2014, foi eleita senadora. Conquistou o Governo em 2018 e foi reeleita em primeiro turno em 2022.
Mas 2026 não foi um ano fácil. Com a decisão do vice Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo, Fátima precisou mudar seus planos. Para não correr o risco de entregar o Estado a um adversário numa eleição indireta, abriu mão de disputar o Senado e permaneceu no cargo.
Apostou em Cadu para o Governo e em Samanda para o Senado. Duas candidaturas que enfrentaram dificuldades, foram subestimadas e terminaram vitoriosas.
E Fátima, que chegou a ser considerada enfraquecida politicamente, sai das urnas muito mais forte.
Seu nome surge naturalmente para ocupar um ministério no quarto governo Lula. E o Rio Grande do Norte poderá viver uma situação privilegiada: ter um governador aliado ao presidente da República e uma ex-governadora com prestígio no primeiro escalão do Governo Federal.
Uma oportunidade importante para o Estado. Fátima fez suas escolhas, assumiu os riscos e venceu. Deu a volta por cima.
Heitor Gregório

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