segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Cristiane Dantas ganha força nos bastidores e pode assumir a presidência da Assembleia Legislativa do RN


A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte começa a movimentar os bastidores da política potiguar. Entre os nomes cotados para comandar o Legislativo estadual está o da deputada estadual Cristiane Dantas, reeleita para o seu terceiro mandato.

Filiada ao PSDB, Cristiane poderá representar o grupo político do governador eleito Cadu Xavier na disputa pelo comando da Casa Legislativa.

A possibilidade de sua indicação abre um novo capítulo nas articulações políticas para a formação da próxima Mesa Diretora. A escolha do presidente da Assembleia é considerada estratégica, não apenas pela condução dos trabalhos legislativos, mas também pela relação institucional e política com o Governo do Estado.

Com três mandatos conquistados nas urnas, Cristiane Dantas passa a figurar entre os nomes mencionados nas conversas de bastidores.


Fátima deu a volta por cima e poderá assumir ministério no governo Lula


A governadora Fátima Bezerra (PT) sai das eleições de 2026 como a maior liderança política do Rio Grande do Norte. A vitória histórica de Cadu Xavier (PT) para o Governo e a eleição de Samanda Alves (PT) para o Senado provam a força política que a governadora mantém no Estado, somada à liderança e ao prestígio de Lula (PT) no Estado.

Fátima tem uma trajetória marcada por desafios, adversidades e vitórias. Eleita deputada estadual em 1994, reeleita em 1998, chegou à Câmara Federal em 2002, onde exerceu três mandatos. Em 2014, foi eleita senadora. Conquistou o Governo em 2018 e foi reeleita em primeiro turno em 2022.

Mas 2026 não foi um ano fácil. Com a decisão do vice Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo, Fátima precisou mudar seus planos. Para não correr o risco de entregar o Estado a um adversário numa eleição indireta, abriu mão de disputar o Senado e permaneceu no cargo.

Apostou em Cadu para o Governo e em Samanda para o Senado. Duas candidaturas que enfrentaram dificuldades, foram subestimadas e terminaram vitoriosas.

E Fátima, que chegou a ser considerada enfraquecida politicamente, sai das urnas muito mais forte.

Seu nome surge naturalmente para ocupar um ministério no quarto governo Lula. E o Rio Grande do Norte poderá viver uma situação privilegiada: ter um governador aliado ao presidente da República e uma ex-governadora com prestígio no primeiro escalão do Governo Federal.

Uma oportunidade importante para o Estado. Fátima fez suas escolhas, assumiu os riscos e venceu. Deu a volta por cima.

Heitor Gregório